Honra e Liberdade (River Queen) 2005

Posted on 04/02/2011 por

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Sinopse: Durante a colonização da Nova Zelândia pelos britânicos no séc. XIX, imigrante irlandesa parte em busca de seu filho mestiço, raptado pelo avô indígena para ser criado segundo as tradições maori em meio a uma guerra entre os colonizadores e os nativos.

Comentários: Vincent Ward é um cineasta muito criticado por alguns por seus exageros visuais em “Amor Além da Vida” (1998). Mas desde que assisti o intrigante “Navigator” (1988) e que li sobre seu roteiro original para “Alien 3”, passei a aguardar com boa vontade o lançamento de um novo filme sob sua direção. Esse aguardado filme saiu em 2005, mas somente agora, quase seis anos depois, tive a oportunidade conferir seu último longa ficcional (depois desse, Ward dirigiu um documentário, em 2008).

Em Honra e Liberdade, Ward nos traz um filme de época, ambientado nas guerras de colonização da Nova Zelândia (seu país). A história é centrada em Sarah (Samantha Morton) na filha de um médico irlandês (Stephen Rea) a serviço do exercito britânico. Eles moram no posto mais avançado do rio que leva direto às terras dos maoris. Tendo passado a infância na região limítrofe, ela acaba conhecendo e se apaixonando por um jovem nativo, que a engravida mas morre antes do nascimento do filho.

Quando a criança está com quatro anos de idade, seu avô a captura, fazendo com que Samantha passe os próximos sete anos de sua vida procurando o filho, auxiliada pelo soldado Doyle (Kiefer Sutherland), que é apaixonado por ela.

Quando o reencontro entre mãe e filho finalmente acontece, o garoto já está na pré-adolescência, completamente integrado ao estilo de vida e ideais de guerra de sua tribo. A partir daí, o filme mostra a dificuldade da mãe para se reconectar ao filho rebelde, em meio a batalhas nas quais ela se postará ora ao lado dos nativos, ora ao lado dos colonizadores.

 

Visualmente, o filme de Ward é criativo, mas sem cometer as extravagâncias de sua película anterior. A ambientação também é louvável, com boas cenas de batalha no meio da floresta.

Entretanto, é no roteiro onde o filme mais peca. A estória é contada de maneira corrida, com personagens importantes na trama aparecendo pouco ou saindo dela cedo demais. O mesmo acontece com as bruscas mudanças de comportamento dos personagens. Por exemplo, a protagonista passa anos em uma busca desesperada pelo filho e, logo depois de reencontrá-lo, se vê numa situação em que cogita matá-lo para salvar o soldado Doyle, de quem ela própria já havia dito – em narrativa – que não tinha chances diante de seu amor pelo filho desaparecido. Com isso, fica difícil para o espectador criar laços emotivos com os personagens e situações.

Por fim, o filme vale pelas boas atuações e pela ótima ambientação no inusitado e raro período em que se passa (guerras de colonização da Nova Zelândia). Mas fica a sensação de que o cineasta kiwi continua nos devendo um grande filme para “limpar sua barra”.

Nota:

Ficha Técnica:
Título Original: River Queen
Título Nacional: Honra e Liberdade
Direção: Vincent Ward
Elenco: Samantha Morton, Cliff Curtis, Kiefer Sutherland, Temuera Morrison, Stephen Rea.
Ano: 2005
País: Nova Zelândia, Grã-Bretanha
Duração: 114 minutos

Posted in: Ação, Aventura, Drama